Literatura: Fernando Buarque

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Os ciclos virtuosos de nossas vidas    Idéias e Ações    Votem Certo!    

Reformas que o Brasil necessita   Não existe Sistemas inteligente?   As Reformas Nacionais para o Brasil que nós queremos

 

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Portal do Prof. Fernando Buarque, DIC, PhD

 

As Reformas Nacionais para o Brasil que nós queremos (Jornal Diário de Pernambuco, de 16 de Novembro de 2011, Escrito com Hugo Serrano)  

Quando olhamos ao redor certamente vemos muitas potencialidades, mas não vemos um Brasil como ele pode ser. Ao se discutir os problemas do Brasil, chega-se forçosamente à conclusão de que tudo, direta ou indiretamente, está relacionado à ineficiência do nosso sistema educacional. A educação, como há muito advoga Cristovam Buarque, é a arma mais poderosa para todos os males que afligem qualquer povo. Um sistema educacional de qualidade, que forme e não apenas informe, e que seja amplamente acessível. Para isso, precisamos de um Estado que valorize a educação e os educadores. Precisamos de mais professores, de bons professores motivados, valorizados e prontos para exercerem o seu papel de agente transformador (inspirador etc). Mas antes, precisamos dar condições para que o povo brasileiro possa aprender não apenas conhecimento técnico ou científico, mas aprender a aprender, aprender a conviver em sociedade e a respeitar regras; sim, aprender a agir com ética e pensar coletivamente. E para que essas condições existam precisamos urgentemente de uma profunda reforma nas entranhas do nosso país. Não apenas a tão citada e cada vez mais remota reforma política, ou as tão sonhadas reformas agrária ou universitária. Precisamos de uma reforma nacional geral, uma de princípios. Mas debater a reforma política no Brasil de forma dissociada da reforma de valores é querer tratar uma doença grave medicando seus sintomas. Para isso será necessário que nossos eleitos na maioria: (1) ajam com ética, (2) priorizem os interesses coletivos em detrimento dos individuais ou partidários e (3) tenham sensibilidade para os problemas sociais que afetam o nosso País. -Pouco disso temos agora. Portanto devemos buscar um tipo de reforma que reforme a si mesma, por exemplo, uma reforma política que melhore a qualidade dos próprios políticos. E que seu sucesso seja medido pela redução da corrupção, pelo aumento do compromisso com a coisa pública e pelo aumento conseqüente da eficiência do Estado. Sim uma reforma que se meça pela diminuição da "gersonificação" do brasileiro; que essa reforma promova então "levar vantagem, mas para todos". Certamente quando se melhorar os princípios pessoais, via uma educação melhor, Lei no Brasil não será uma questão de moda. Nesse Brasil reformado esperamos melhores Leis, esperamos melhores interpretações das Leis, esperamos punições e responsabilização de culpados. Mas é impossível não retornar ao cerne, já que para tudo isso precisamos de um povo educado. Daí emergirão poderes nacionais valorosos: um executivo atuante e idôneo, um judiciário ágil e justo, e um legislativo capaz de produzir as Leis que precisamos e que possa cortar sua própria carne. Concidadãos, temos que empreender a maior das reformas: a reforma das pessoas desse pais. Ela alicerçará a democracia que produzirá o país que queremos (e então mereceremos). E o caminho, esse, já foi apontado há meio século pelo grande brasileiro, Anísio Teixeira: “Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a escola pública” (de qualidade).
 

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Não existe sistema inteligente? (Jornal da Ciência e-mail 4362, de 11 de Outubro de 2011, Escrito com Marcelo Pita)  

Em ciência, como em várias outras atividades humanas, algumas polêmicas surgem em torno de tópicos específicos, muitas vezes pela importância e densidade de conceitos que encerram, ou ainda por sua polissemia. No começo de agosto passado foi veiculado no Jornal da Ciência (JC-email 4313, de 02 de agosto de 2011) um artigo intitulado "Não existe sistema inteligente", publicado originalmente no jornal Estado de Minas no final de Julho. Esse texto apresenta uma série de argumentos que defendem a visão de que não há (nem haverá) sistemas de computação que poderiam ser rotulados de inteligentes.
   Não obstante a correta crítica ao exagero de uso do termo "inteligente" nos dias de hoje, a visão e os argumentos apresentados parecem ter se fixado em apenas uma parte da extensão do tópico "inteligência", não ter considerado apropriadamente uma multitude de pesquisadores e pesquisas existentes e, eventualmente, não ter aprofundado suficientemente o debate em seus aspectos filosófico e técnico. Não fosse a possibilidade, certamente não intencional, de alguma desqualificação de pesquisas em Ciência Cognitiva e da Computação que tratam de inteligência artificial com seriedade, o presente artigo seria desnecessário. Esperamos, portanto, trazer algumas visões e informações que ampliem este tão interessante debate.
   Inteligência - A palavra "inteligência" representa um desses conceitos sobrecarregados usados para referenciar um grande conjunto de capacidades que permeiam a cognição humana. Para complicar, conceitos com similar potencial de gerar confusões semânticas, como pensamento, razão, entendimento, evolução, consciência, vida, dentre outros, são facilmente incorporados em tentativas informais, e até mesmo formais, de definir a inteligência. Contudo, um dos poucos pontos em comum entre a maioria das tentativas é a certeza de que a inteligência se expressa, em seres humanos e mesmo em outros animais, por meio de habilidades cognitivas fundamentadas no aprendizado. A questão aqui posta é se podemos construir sistemas que possuam inteligência.
   Se aceitarmos axiomaticamente que a inteligência também se instrumentaliza via aprendizado, podemos então, à la Turing, substituir a questão "é possível construir sistemas inteligentes?" por "é possível construir sistemas que aprendem?".
   Mas o que é aprender? Objetivamente, é a capacidade que seres possuem de se auto-organizar dinamicamente a fim de maximizar seu sucesso em um ambiente. Por exemplo, quando estamos começando a aprender xadrez não fazemos movimentos muito espertos, mas por meio da experiência de acertar e errar repetidamente, nosso cérebro aprende a produzir movimentos que maximizem os acertos. Esse exemplo foi oferecido justamente também para que a própria noção de sucesso seja posta em perspectiva. Ou seja, aproveitamos para arguir que sucesso não precisa necessariamente estar ligado diretamente à sobrevivência. Neste caso, o cérebro é a estrutura na qual ocorre o aprendizado. Continuando o raciocínio, citamos agora outras estruturas naturais que possuem factualmente a capacidade de aprender: sistemas imunológicos, colônias de formigas e porque não, a própria evolução como propôs Darwin. Claro que nos dois últimos exemplos, a noção de aprendizado é mais ampla pois não mais está individualizada.
   Nesta rápida análise acerca da inteligência, é muito importante destacar três constatações: (i) uma visão antropocêntrica é completamente desnecessária, ou se usada é limitante; (ii) a inteligência, enquanto expressa por meio de habilidades cognitivas fundamentadas no aprendizado, não deve ser confundida com outros fenômenos cognitivos propriamente; (iii) a individualização da inteligência também é limitante do conceito, já que coletivamente pode haver aprendizado.
   De fato, a inteligência não é exclusividade de seres humanos, nem o modo humano de se comportar inteligentemente é o único. Não se deve, portanto, julgar a inteligência de um sistema apenas pela sua capacidade de imitar ações humanas ou muito menos de usar a linguagem humana como referencial. Quanto ao segundo ponto, note-se que outros fenômenos, como a consciência, também podem emergir a partir de estruturas de aprendizado como o cérebro, podendo até influenciar reflexivamente em muitas habilidades cognitivas, mas mesmo assim, isso não as torna pré-requisitos para a inteligência. Portanto, um sistema pode, facilmente, ser inteligente sem ser consciente. O terceiro ponto reforça tacitamente o primeiro, já que ignorar aprendizado coletivo seria negar a inteligência envolvida no processo de evolução natural (e também negar a poderosa sinergia que emerge da interação de seres simples, como abelhas).
   Então um entendimento mais universal (não antropocêntrico) da inteligência, que a coloque como (mais) um dos fenômenos emergentes possíveis de estruturas capazes de aprender, é de suma importância para avançarmos com mais largura no próximo questionamento desta análise: é possível construir estruturas de aprendizado?
   Inteligência Artificial - O termo Inteligência Artificial (IA) foi cunhado por John McCarthy em 1956, que definiu IA como "a ciência e engenharia de fazer máquinas inteligentes". Mas o interessante é que pelo menos uma década antes do surgimento desse termo já havia importantes trabalhos na área, a maioria em modelos conexionistas conhecidos hoje por redes neurais artificiais. Conexionismo, como proposto, é uma forma de pensar sistemas nos quais a inteligência emerge de estruturas de aprendizado representadas por redes compostas de unidades de processamento simples. A inspiração dos conexionistas foi/é o cérebro, que nada mais é que uma rede imensa, dinâmica auto-organizável de células nervosas altamente especializadas (mas simples) - os neurônios, que por sua vez se conectam a milhares de outros resultando num processamento amplamente paralelo e não linear.
   Um segundo movimento se desenvolveu quase que em paralelo ao conexionismo, iniciado por Herbert Simon e Allen Newell, com seus provadores automáticos de teoremas. Os trabalhos de Simon e Newell trouxeram para a IA sistemas baseados em aprendizado simbólico usando linguagens lógicas fortemente inspiradas nos mecanismos de inferência humana. Neste caso, as estruturas de aprendizado representam conceitos que possuem conexão direta com o mundo real (diferentemente da representação altamente distribuída dos modelos conexionistas). Além disso, há importantes diferenças de processamento; nos sistemas simbólicos, novos conhecimentos são incorporados (ou aprendidos) em grande parte por novas percepções (fatos) e inferências lógicas dedutivas (e não pelas induções dos sistemas conexionistas).
   É razoável afirmar que por um longo tempo houve confrontos ideológicos entre modelos conexionistas e simbólicos, mas atualmente a visão dominante é integrativa, como em sistemas híbridos; por exemplo, nós humanos podemos manipular símbolos mas nossa representação de conhecimento é completamente distribuída. E nesse processo de amadurecimento, a área de IA evoluiu bastante e incorporou muitos novos modelos e abordagens com diferentes estruturas de aprendizado. Isso possibilitou a representação e resolução de vários tipos de problemas que exigem habilidades cognitivas não triviais, tais como classificação, busca, processamento de linguagem natural, etc. Mas, importante, em qualquer um desses casos, não há o que se discutir: a inteligência dos sistemas não é um produto de programação explícita de regras. Ela emerge de estruturas de aprendizado artificiais. Pensar que a inteligência é fruto direto da programação é retroceder ao pensamento talvez de Ada (Lovelace) nos primórdios da Computação, como bem refuta Turing em seu artigo para a revista Mind na década de 50 (ver a seguir).
   A busca por um modelo geral de inteligência que incorpore todos os outros e eventualmente permita que sistemas se igualem ou excedam as habilidades cognitivas humanas ficou conhecida como IA forte. O que se convencionou chamar de IA fraca, por outro lado, consiste no uso de sistemas inteligentes em problemas (muitas vezes extremamente complexos) que envolvam a necessidade de aprendizado mas que não necessariamente incorporem aspectos de consciência, ética, crenças, desejos e intencionalidade.
    O argumento mais inocente contra a IA é afirmar que sistemas inteligentes só são assim possíveis porque seus programadores (que são inteligentes) codificaram regras que criam a aparência de comportamento inteligente. Quando Arthur Samuel desenvolveu no final da década de 50 um programa jogador de xadrez que aprendia com vitórias e derrotas, e que havia se tornado melhor que próprio Samuel nesta atividade, ele não codificou no sistema todos os truques que fazem um bom jogador de xadrez, o que seria impossível. Ao invés de tentar programar todas as regras e jogadas do xadrez, Arthur Samuel deu um passo à frente criando uma estrutura de aprendizado artificial que permitiu ao programa se tornar cada vez melhor através de milhares de tentativas com erros e acertos. Samuel define o aprendizado de máquinas como "o campo de estudo que dá a computadores a habilidade de aprender sem serem explicitamente programados". Sistemas verdadeiramente inteligentes não são explicitamente programados.
   Outro tipo comum de crítica à IA, tão inocente quanto creditar a inteligência do sistema ao programador, é questionar se um sistema inteligente pode revelar Inteligência quando se compõe apenas de programas (imutáveis) de computador, um sistema operacional e hardware que não são inteligentes individualmente. Ora, esse argumento nega as evidências de existência da evolução e da inteligência (humana) como fenômeno emergente. Encontramos uma grande quantidade de fenômenos emergentes inteligentes na natureza, a começar pelo próprio homem. Estruturas de aprendizado naturais estão apoiadas sobre uma infraestrutura química/biológica que não são necessariamente, de longe, inteligentes.
   O teste de inteligência de Turing - Os ecléticos trabalhos de Alan Turing, considerado por muitos como o pai da Ciência da Computação e da Inteligência Artificial, no fundo foram motivados pela possibilidade de construção de máquinas inteligentes. Um de seus artigos mais famosos, Computer Machinery and Intelligence, publicado na revista Mind, trata especificamente disto. No artigo ele propõe um teste de inteligência, conhecido como teste de Turing, que trata da questão "máquinas podem pensar?" ("Can machines think?"). O interessante é que Turing escreveu esse trabalho há 60 anos para instruir seus concidadãos dessa possibilidade.
   De forma genial, Turing propõe um jogo de imitação e afirma que se um computador puder estabelecer um diálogo aberto e justo com um humano de forma natural, sem o ser humano ter a convicção de que se trata de outro humano ou de um computador, o sistema terá passado no teste (de "ser inteligente"). O teste de Turing reduz a avaliação de inteligência de sistemas artificiais à sua capacidade de imitar um dos mais interessantes produtos cognitivos humanos: a linguagem escrita.
   Não obstante sua importância, o teste de Turing representa apenas um primeiro ensaio em torno das questões da IA e se máquinas podem pensar. Embora a habilidade humana de dialogar seja uma obra prima da nossa inteligência, ela não é a única evidência de inteligência em um sistema. O ponto aqui é que nem todo tipo de inteligência computacional envolve produção de resultados que são representados em linguagem humana. Afirmar que somente o que é veiculado em linguagem humana é inteligente é o mesmo que afirmar que gênios da matemática não são inteligentes porque usam abstrações em formalismo matemático, muitos deles absolutamente não representáveis de outro modo. De forma mais simplista, seria equivalente também a afirmar que cães, gatos, chimpanzés e golfinhos jamais poderiam ser rotulados de inteligentes.
   Sistemas inteligentes artificiais - A maioria de nós usa sistemas inteligentes artificiais todos os dias, eventualmente, sem nunca ter se dado conta. Por exemplo, quando fazemos uma busca no Google ou usamos seu recurso de autocompletar, estamos fazendo uso de um sistema inteligente. Quando o Facebook detecta faces em fotografias publicadas por usuários ou sua máquina fotográfica digital detecta sorrisos, um sistema inteligente está trabalhando muito para nós. Quando mandamos uma carta para um amigo e esta carta é automaticamente separada com base no endereço de destino, um sistema inteligente é que faz o reconhecimento de caracteres manuscritos. Quando a Amazon ou outra loja na internet faz boas recomendações de produtos com base no seu perfil, também de forma discreta existe um sistema inteligente responsável por aprender as preferências e as refinar com o tempo.
   Enfim, atualmente a quantidade de programas que foram preparados para aprender, e portanto melhorarem com o tempo, inseridos em aplicações usuais é enorme. Em nenhum desses sistemas um programador ensinou as tarefas ao computador, pelo contrário, o programador usa o seu tempo e inteligência para criar condições nas quais as informações disponíveis sejam utilizadas e combinadas com outras eventualmente preexistentes para que o desempenho do sistema aumente de forma automática; a isso podemos sem traumas referenciar como capacidade de aprender e, portanto, ser inteligente. Nós humanos funcionamos de forma análoga; por isso todos - inclusive os sistemas artificiais preparados para assim funcionar, podem tranquilamente ser referidos como inteligentes. Claro que os frequentemente anunciados "prédios inteligentes" ou "brinquedos inteligentes" são abusos do conceito, já que muitas vezes o prédio é referido como inteligente apenas por conter cabeamento estruturado para dados e os brinquedos por se moverem ao cumprirem scripts (à la Ada).
   Hoje muitos sistemas manipulam conceitos, estabelecem conexões entre eles, inferem novos, reveem alguns, podem estar cientes de contextos, e muito mais. E dado o crescente interesse em aplicações de computação social e para a Web semântica (aquela que além da atual vai ter alguma "consciência" do contexto/temática), sistemas inteligentes se tornarão cada vez mais comuns e poderosos. Ainda bem, pois livrará a inteligência do homem (essa tão peculiar) para outros aspectos mais agradáveis de nossa experiência humana (que nenhum computador vai poder experimentar)!
   Reflexões complementares - Concluímos este artigo destacando que qualquer conotação às aplicações atuais em inteligência artificial como algo simples deve urgentemente ser repensada - pois não há nada simples em muitas das construções teóricas e aplicações correntes dessa área. E se críticas necessitarem ser tecidas, sugerimos que argumentos contrários tenham uma profundidade filosófica aceitável, como por exemplo as de John Searle (conhecido por sua "Sala Chinesa").
   Aliás, há uma década tivemos (Fernando) o privilégio de, num mesmo mês, assistir o embate de ideias de Searle e Daniel Dennett, exatamente sobre o tema desse artigo. Lá, debateu-se assuntos certamente mais importantes que saber se os estádios brasileiros vão ficar prontos para a Copa de 2014: "the ghost in the machine", epifenomenologia, solipsismo, livre-arbítrio, cibernética e muitos outros.
   De qualquer forma, estamos convencidos de que, além de toda a aplicabilidade da IA na indústria, críticas mais profundas à área devem vir e certamente a fortalecerão epistemologicamente. Por isso mesmo é que não há nenhuma grande Universidade no mundo hoje que não possua laboratórios bem produtivos, dedicados para pesquisas em IA desde os seus aspectos teóricos-filosóficos até suas aplicações práticas. No que diz respeito à indústria, o conhecimento em "aprendizado de máquinas" ficou no topo da lista publicada pela Computerworld em seu artigo "12 IT skills that employers can't say no".
    Ficamos felizes ao podermos brevemente ampliar um pouco mais este fascinante debate que não é novo e certamente vai perdurar por algum tempo. Por fim, gostaríamos de sugerir outros debates análogos a este no sentido de fortalecer a ciência brasileira; precisamos romper com a prática da "filosofia de fim de semana". Certamente, esta parte de um problema maior: a formação conteudista que teima em não nos deixar. Essa que faz com que muitos egressos (e mesmo presentes) das universidades brasileiras não se importam em aprofundar seus conhecimentos, suas áreas de pesquisa ou mesmo suas práticas profissionais, apenas porque a transferência de conteúdo já aconteceu ou parece estar acontecendo bem. O que obviamente não é de longe verdade, infelizmente.

 

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Reformas que o Brasil necessita (1/01/2007)  

1.               Reforma na Educação

a.               Adoção de currículos menos generalistas e mais pragmáticos;

b.               Adoção de métodos de ensino mais modernos (e.g. conhecimento construído e não transferido);

c.               Aumento do número de Escolas Técnicas e Profissionalizantes;

d.               Incentivo (e valorização) maior às manifestações culturais e esportivas locais;

e.               Estímulo à formação de Doutores e Mestres visando atender o mercado e não apenas a Academia.

2.               Reforma Eleitoral

a.               Adoção de sistema distrital de eleição;

b.               Aumento de tempo de mandatos para 6 e 9 anos, ou seja eleições apenas a cada 3 anos;

c.               Autorizações rápidas para processos contra políticos em exercício que cometerem crimes comuns;

d.               Adoção de um cadastro permanente de políticos e servidores públicos corruptos.

3.               Reforma Judiciária

a.               Adoção da súmula vinculante;

b.               Auditoria externa do judiciário (apenas quanto a prazos máximos para sentença); 

c.               Inversão do status de inocência para culpado após condenação em 1ª instância;

d.               Redução das possibilidades de apelação para instâncias superiores.

4.               Reforma Tributária

a.               Redução do número de tributos (e.g. fundir IPI, ICMS e ISS);

b.               Aumento da participação dos Estados no montante de impostos do país;

c.               Adoção de mecanismos para frear a guerra fiscal entre Estados;

5.               Reforma Econômica

a.               Autonomia do Banco Central para controle da Economia;

b.               Redução gradativa dos juros;

c.               Redução planejada do endividamento público interno e externo;

d.               Maior articulação entre os órgãos de auditoria (TCU, CJU, STF, Congresso Nacional etc) na fiscalização das responsabilidades fiscal e social pelos três níveis do Poder Executivo.

6.               Reforma em Infra-estrutura

a.               Opção por combustíveis renováveis e menos poluentes para a malha energética nacional;

b.               Priorização de transportes fluviais e ferroviários para cabotagem, carga e passageiros;

c.               Estímulo à substituição das importações por similares nacionais;

d.               Incentivo ao turismo ecológico interno e externo;

e.               Incentivo maior e permanente aos APL (arranjos produtivos locais);

f.                  Incentivo às pesquisas científicas com aplicações à economia nacional;

g.               Adoção de um sistema nacional e permanente de mutirões para construção por seus usuários de casas, escolas e vias locais;

h.               Condicionamento de quaisquer das iniciativas assistencialistas ao cumprimento de obrigações específicas por parte dos beneficiados (e.g. bolsa família somente pago se visitas regulares ao médico da família e nenhuma falta sem justificativa à escola);

i.                  Introdução do serviço social obrigatório em adição/alternativa ao serviço militar;

j.                  Re-planejamento e padronização de procedimentos (por região) dos serviços oferecidos pelo SUS;

k.               Reestruturação e redistribuição de atribuições entre forças de segurança brasileiras: FSN, Polícias da esfera federal (PF, PR, PJ etc), Polícias Militares, Polícias Civis e Guardas Municipais.    

 

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Votem Certo! (Mensagem para Eleitores de Out/2006)   
 

Caros Eleitores (e meus Alunos),

      Recentemente li várias mensagens na internet, algumas delas com mais tempo de reflexão e leituras que outras. Nem ia responder, mas como vi que talvez pudesse ajudar lhes aprontei a lista abaixo; não vou me alongar aqui porém gostaria de apontar alguns tópicos para sua reflexão antes desta eleição. Faço isso, não por gostar de ‘p’olítica, mas não ter escolha e entender que ‘P’olítica é algo muito sério para todos.

      Os tópicos de reflexão sugeridos são:

      1) Voto em branco é diferente de voto nulo. Um pode fazer a eleição ser anulada o outro beneficia apenas o candidato mais votado. Por pior que sejam as opções disponíveis: VOTEM! -Não abram mão desse privilégio que também é um dever. -Pensem nas conseqüências de abrir mão de seu direito;

      2) Se a população está sistematicamente escolhendo mal, junte-se a alguns de nós que estão tentando educar o Brasil;

      3) Se as opções estão ruins articulem candidaturas; talvez as suas próprias. É muito provável que muitos de vocês possam se sair melhor que as ofertas ruins do mercado político. Aliás, a corrente oferta ruim decorre em parte da apatia dos que podem contribui como VOCÊ! -Como dizia Platão, se você tem um dom - parabéns! Mas você não tem a possibilidade de escolher se vai usá-lo ou não;

      4) Finalmente, gostaria de chamar a sua atenção para os vários sentidos que a palavra Política possui. Temos de aprender que quando veio do grego, houve um 'overloading' em uma única palavra no Português. Até hoje isto nos atrapalha muito como Estado-Nação. Para ajudar o entendimento, usemos o inglês para aprendermos alguns dos sentidos de Política – como originalmente foi concebida no vernáculo grego: (a) 'Politics' - Como a Arte de governar; (b) 'Policy' - Como Guia/Baliza para decisões; (c) 'Police' - Como manutenção da ordem; (d) 'Polity/-ies' - Como um grupo politicamente organizado. Se personificados, essa polissemia de Política nos gera, pela ordem: governantes, formadores de opinião, fiscais e partidários. -Portanto, você pode fazer Política de várias maneiras (até mesmo escrevendo e-mails como este!). Somente não façam uma coisa: NADA!

      Amanhã, V-O-T-E-M certo!

Idéias e Ações (Carta para estudantes de Engenharia em 2006)   

Caros Legentes,

                Há algumas semanas fui procurado por um colega de vocês – Aluno da POLI – que animado me disse que tinha uma idéia. Apesar de ocupado com as muitas novidades que estamos trabalhando no DSC, rapidamente parei e o convidei a sentar para conversarmos. Fiz isto pois idéias hoje são um tanto escassas em nossa juventude. Posso estar sendo extremamente duro na minha afirmação, mas minhas observações após ter voltado ao Brasil em dezembro de 2002, apontam fortemente para isso. Este texto vai narrar algumas queixas minhas sobre este assunto e algumas sugestões para juntos rompermos a inércia de criar e, principalmente, de ‘engenheirar’ idéias.      

             Antes de começar gostaria de afirmar que não estou escrevendo este texto de forma amarga ou desapontadamente. Não quero ferir suscetibilidades. Quero lhes dizer que estou escrevendo este texto com um único objetivo: fazer com que você – leitor que venceu o primeiro parágrafo – reflita sobre a grande inércia (de repouso) na geração de idéias e realização de ações que se abate sobre o nosso gigante Brasil deitado em berço esplendido. Essa terra adorada que tem uma mãe gentil na qual falta um pai que aponte para a ordem e o progresso.

            O colega de vocês é um dos editores responsável por esta publicação e a idéia era criar um veículo para informar (e inspirar estudantes); exatamente, esta publicação que você agora está lendo. Fiquei muito contente quando o seu colega me convidou para escrever este texto pois já faz algum tempo que eu queria me queixar para alguém. Agora achei você – via a idéia de seu colega.

            Você sabia que a cada seis segundos morre uma criança de fome no mundo? O que você está fazendo a este respeito? Não é seu problema!?  Então sugiro que você pare de ler agora.

            Quando Platão concebeu o conceito de Academia ele pensou num grupo de pessoas que seria diferente, um grupo de pessoas que cultuasse valores permanentes, elevados e úteis à sociedade. Na Universidade moderna pouco se honra os princípios propostos por Platão. Muitas pessoas entram pelo estreito portão de entrada do vestibular e algumas destas pessoas, menores do que entraram, saem pela porta dos fundos tentando se entender (i.e. se conformar) com seus Diplomas.  Pergunto: e todos aqueles cidadãos-superiores que deveriam sair pela porta da frente – aquela que os devolve à sociedade, aquelas pessoas maiores que, Formados, poderiam acordar o Brasil, onde elas estão?

            Temos um hábito muito ruim, portanto vício, em nossa sociedade: culpar os outros pelos nossos insucessos e nos gabar pelos nossos sucessos. Fracassos e vitórias devem ser encarados como um resultado de nossa vontade respaldada pela vontade de todos os que nos cercam. Portanto, sucessos e insucessos são uma produção coletiva. Se você se conformou (e não se formou) na Academia que deveria ser a de Platão – no liceu de Sócrates – a culpa é de todos, inclusive sua. Mas não devemos buscar culpados, muitas bruxas morreram caçadas injustamente. Proponho um controle de qualidade ao longo do processo e não ao final da “linha de produção”. Você jogaria fora um carro pronto que somente foi testado no final? O mesmo se aplica às pessoas. Vamos fazer nossos cursos superiores como se fossem únicos (lembram da música?) – e o pior é que para a imensa maioria das pessoas o curso superior é único mesmo. Mas, pelo visto, elas acham que vão fazer vários. Só posso pensar isto ao ver que alguns estão se enganando na Universidade: “fazendo” cursos de cinco anos de dominó.

            A função de Professor inclui, na verdade, uma miríade de funções. Muitas agradáveis e outras extremamente desagradáveis. Corrigir provas, por exemplo, é a coisa mais chata do universo. Mas, desagradável mesmo é ter que apontar problemas. Acreditem, não vejo nenhuma graça em ter que dizer algumas coisas para alguns Alunos – mas são obrigações. Neste texto, por exemplo, não posso deixar de comentar que muitos de vocês estão desperdiçando seu tempo com Disciplinas mal ensinadas, desperdiçando o tempo dos Professores que se importam, enfim, gastando mal os dinheiros públicos.

Penso que o caminho da mudança se inicia dentro de cada um de nós. Ele passa por paragens de altruísmo e dedicação. Passa por reflexões sobre a condição privilegiada que é ter amigos como o seu colega que teve uma idéia. Mas seu colega fez algo mais, e isto diz respeito à segunda parte deste meu texto: engenheirar idéias – agir. Não se preocupe, a segunda parte será menor pois tenho apenas duas páginas para escrever.  

Ter idéias – rompendo as amarras da inércia mental já é um grande começo, mas como dito, é apenas um começo. O mais difícil é dar vida às idéias. Materializar algo que surgiu de suas reflexões; juntar interesses; buscar condições favoráveis para que a realidade caminhe na direção de seus sonhos; colocar datas nos sonhos (senão eles serão sempre sonhos!). Engenheirar!

             Se você ainda está ai, pode estar se perguntando por que trabalhar duro, por que engenheirar num “lugar” em que pouco se faz. Vejam: no Brasil se trabalha muito, sim! ‘Brazil’ é o país em que não se trabalha, o país onde há corrupção e em que não vale a pena trabalhar. A violência do Brasil é, grandemente, culpa do ‘Brazil’. –Vamos nacionalizar o ‘Brazil’!

             Mais uma verdade de Professor: se você não for herdar nada grande de sua família, você vai morar no Brasil. Portanto vamos zelar pelo nosso lugar. Sugiro que você “faça” cinco anos de uma verdadeira educação e que seja mesmo superior, trabalhe duro, jogue dominó comedidamente (eu não tenho nada contra o jogo de dominó!), procure se juntar dentro e fora da Universidade com pessoas que estão compromissadas com ordem e progresso, engenheire suas boas idéias, tenha muitas idéias, reflita, pense.

 

PS-1: ‘Brazil’ é um lugar que eu identifiquei existir nas cabeças-ilha de algumas pessoas egoístas e que não têm o hábito de refletir. Infelizmente, os ‘brazileiros’ ocupam ainda os extratos mais altos da sociedade do Brasil. Os ‘brazileiros’ não se importam com o que eles são, mas como os ‘ingleses’ os vêem. Os ‘brazileiros’ ainda não sabem, mas serão conquistados pelos brasileiros que não mais os alimentarão.

PS-2: se você leitor discordar ou concordar de mim, não importa, terei atingido meu objetivo, você terá refletido!

PS-3: peço desculpas ao editor pois não detalhei nenhum dos oito tópicos remetidos para minha reflexão. –É que eu tinha outras reflexões na fila.

PS-4: finalizo afirmando que os grandes problemas sociais do mundo começarão a diminuir se cada um de nós começar a fazer como o seu colega e pensar um pouco no outro. Por exemplo, agora, espero eu, você deve ter mudado um pouco – apenas porque alguém (o seu colega) teve uma idéia e agiu.   

 

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Os ciclos virtuosos de nossas vidas (Aula da saudade: POLI - 2005.1)  
 ** Discursos em solenidades assustam sempre; fiquem tranqüilos, pois serei, breve. Minha fala tem apenas cinco partes (breves!): agradecimentos, os ciclos de nossas vidas, realismo, otimismo e mensagem final.

Parte 1: “Agradecimentos”

            -Gostaria de iniciar cumprimentandoe desejando boa noite a todos as autoridades acadêmicas aqui presentes e representadas, aos Senhores Pais dos Formandos e a todos os seus convidados. Por fim cumprimento os Discentes presentes, com carinho especial, os formandos 2005.1 da Escola Politécnica de Pernambuco – Universidade de Pernambuco.

            -Gostaria de agradecer à comissão de festas da turma 2005.1 pelo convite para lhes falar nesta aula da saudade. Sei que este é um momento especial em suas vidas e por isto me sinto honrado em estar aqui representando meus pares Professores, e lhes dirigir algumas poucas palavras de incentivo e aconselhamento.

            -Antes de iniciar, gostaria de lhes dizer que os verdadeiros Professores vibram tanto quanto pais e mães com o sucesso de seus alunos. Falo isto para que todos saibam da grande alegria e privilégio que sinto ao estar aqui hoje falando para gente vencedora, como vocês.

-E sucesso é justamente um dos aspectos que gostaria manter como central em minha fala. Percebam todos que esta semana está repleta de celebrações coletiva de sucesso. Lembro a todos que muitos são os vitoriosos que comemoram hoje o sucesso de seus esforços: (a) obviamente os concluintes, (b) Pais, (c) Professores, e, porque não, (d) a nação brasileira (deve ser por isso que se toca o hino nacional na colação de grau).

            -Uma vez, na época de minha formatura, não concordei com meu pai quando ele me disse que eu era um privilegiado. Burramente, lhe retruquei, à época, alegando que todos os meus sucessos haviam sido frutos de meu esforço. Hoje ele não está aqui para eu poder concordar com ele. O privilégio do qual ele falava podia ser o fato de apenas 5% da população brasileira de 17 a 25 anos ter acesso à educação superior – nunca saberei.

-Portanto caros formandos, muitos são os co-participes deste seu sucesso. Vejam que o privilégio de nós poucos, somente aumenta a nossa responsabilidade.

Parte 2: “Ciclos de nossas vidas”

            -Penso que a vida, que muitas vezes parece tão complicada, nada mais é que um conjunto de muitos ciclos, alguns encadeados; e que na maioria das vezes não percebemos. Penso que se entendidos os ciclos da vida, talvez, ela (a vida), possa ser mais facilmente vivida.

-Sobre os ciclos da vida eles são de vários tipos, freqüências e importâncias. Alguns são óbvios como dormir, comer, respirar. Outros, são menos óbvios, e precisam de mais atenção para serem percebidos: terminar uma graduação é mais um ciclo que se encerra.

-Claro que existem ciclos pequenos e grandes, irrelevantes e importantes, os ciclos positivos (virtuosos) e os ciclos negativos (viciosos). Os primeiros, constroem, acrescentam ao ser e a sociedade e os segundos fazem exatamente o oposto.

-Nesta noite quero me concentrar nos ciclos virtuosos e não nos abundantes ciclos viciosos que nos rodeiam. E esta minha decisão é motivada pela razão que nos reúne aqui: a conclusão bem sucedida de um importante ciclo das nossas vidas. Vejam, acabo de dizer nossas vidas. Porque como já lhes disse são muitos os vitoriosos de hoje.

-Há cinco anos, vocês tinham encerrado com sucesso o segundo grau, tinham obtido aprovação no vestibular, e diziam adeus à adolescência (alguns). No mesmo momento que vocês iniciavam mais um desfio (grande, importante e virtuoso, i.e. obter o grau de Bacharel), nós Professores também enfrentavam o não pequeno desafio de contribuir com a formação superior de mais um grupo de adultos jovens.

-Foi duro, mas vencemos todos!        

Parte 3: “Realismo”

            -No Brasil de hoje vivemos momentos conturbados. E isto adiciona ainda mais pressão para jovens recém-formados como vocês. Reconheço. Mas, infelizmente, ao longo de nossa história como nação esses problemas sempre existiram. Destaco esta como uma infeliz constatação. Além disto, ela é uma constatação triste de que as gerações que os sucederam não cumpriram integralmente a sua tarefa.

-Eu poderia passar agora a listar as mazelas correntes – vou poupá-los. Em lugar disto vou ler um texto pequeno de um outro Professor que consegue ver a realidade brasileira em uma perspectiva inteligente e crítica, mas também propositiva em soluções.

-O texto a ser lido se intitula “Nós e nós” do Prof. Cristovam Buarque – Ex-Reitor da UnB. O texto abaixo foi publicado há 15 dias no Jornal do Comércio de 12/8/2005.

Leitura do texto: “Nós e nós” – Prof. Cristovam Buarque de Lima, Docteur

Parte 4: “Otimismo”

            -Ser realista é muito importante, mas não é tudo. Ao ser realista demais, alguém pode concluir grandes bobagens. Por exemplo: (a) achar que nada pode ser mudado – já que a realidade está “assustadoramente” enraizada em todos ao nosso redor; (b) achar que nosso poder e capacidade são pequenos demais – ante uma realidade “assustadoramente” perversa; (c) achar que não podemos ser úteis; ou pior, (d) achar que não podemos mudar este país. 

            -Nós da minoria dos privilegiados deste pais, não devemos e não podemos pensar assim. Sejamos otimistas. Sejamos conscientes das vantagens que nossos esforços produziram, mas também, das responsabilidades que estas nos obrigam a envergar.

Parte 5: “Mensagem final”

-Eis que agora de novo outra fase se desfralda para vocês: a vida profissional. Assim como no passado as inseguranças são muitas, as dúvidas não são poucas. Mas a grande vantagem de entendermos a vida na perspectiva de ciclos é justamente termos a certeza que eles: (1) começam e terminam, e que (2) na maioria das vezes, a diferença entre ciclos virtuosos e viciosos acontece na medida direta das posturas e decisões que adotamos. Portanto, sejamos corajosos, ousados, altruístas, perseverantes e otimistas.

-Saibam todos os formandos, que apesar de formados, isto não os impede de retornar à Universidade e contar sempre com seus Professores; a relação professor-aluno é indestrutível!

-O fim dos seus Cursos não significa o fim de nossos relacionamentos, mas apenas que eles se darão então entre colegas de profissão.

-Meus caros, vão, sigam seus caminhos e deixem suas marcas nesta sociedade.

-Vão, mudem o Brasil e sejam felizes!

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