

















|
|
|
|
|
© Fernando Buarque,
2005
Página atualizada: 15-02-2009 |
|
|
Conceitos em extensão que subscrevo e tento praticar
| |
Extensão:
Alfabetização
A alfabetização é o pré-requisito que a sociedade moderna exige (e o
Estado as vêzes não concede) do cidadão para que ele se integre
plenamente àquela.
Esta atividade é relativamente curta de ser providenciadas, isto se
houver a devida dedicação de tempo e energia dos envolvidos. Ela é decisiva na vida de seus "usuários".
No Brasil, infelizmente, apesar da relativa simplicidade, pertencer aos
alfabetizados ainda é um privilégio de 3/4 da população.
A postura do Aluno nesta atividade deve ser participativa e interessada,
devendo ele estar consciente da importância de que somente com muita
dedicação ele se alfabetizará.
-
Além de envolver o Aluno no
desafio que é a sua alfabetização, cabe aos Docentes responsáveis pelo
processo de alfabetização: (a) apresentar e encadear os conteúdos de
forma que fiquem evidenciadas as utilidades das novas
habilidades-saberes de ler-e-escrever, (b) incentivar situações que promovam
autonomia futura do aprendiz e (c) incentivar buscas e descobertas
outras, consolidando assim a necessidade por educação permanente.
[Voltar para o topo desta página]
|
| |
Extensão: Inclusão Digital
-
A sociedade moderna, principalmente após advento da popularização do
computador pessoal, requer dos cidadãos além das habilidades gerais de
escolarização do ensino médio, a habilidade de saber utilizar no
ambiente profissional os computadores pessoais.
-
Por um problema conjuntural, o ensino fundamental e médio (quer público
ou privado), ainda não incorporou completamente a capacidade de oferecer
formação mínima no uso instrumental do computador pessoal.
-
Esta habilidade é também relativamente curta de ser providenciada. Assim
como a alfabetização décadas atrás, a "alfabetização" (ou inclusão)
digital agora é decisiva na vida profissional de seus "usuários".
No Brasil, infelizmente, apesar uma minoria, pertence aos
alfabetizados digitais.
A postura do Aluno nesta atividade deve ser participativa e interessada,
devendo ele estar consciente da importância de que somente
dedicação e muita prática o incluirá no rol dos alfabetizados digitais.
-
Além de envolver o Aluno no
desafio de sua inclusão digital, cabe aos Docentes responsáveis pelo
processo: (a) coordenar os conteúdos de
forma que fique evidenciada a utilidade prática da ferramenta
computador nas dimensões pessoais e profissionais, (b) incentivar situações que promovam
autonomia e crescimento pessoal e profissional do aprendiz e (c) incentivar buscas e descobertas
de utilizações inovadoras da ferramenta computador, tudo vindo a
consolidar a valorização permanente desta nova habilidade.
[Voltar para o topo desta página]
|
| |
Extensão: Formação Técnica
Além de conhecimentos básicos de informática pessoal, para remunerar
melhor seus cidadãos, a sociedade moderna muitas vêzes demanda alguma
habilitações técnica. Nesta modalidade, os trabalhos de extensão
objetivam capacitar pessoas para o desempenho de atividades
profissionais que requeiram essas habilitações.
A postura do Aluno nesta atividade deve ser de aprendiz, cabendo
ao Docente responsável funções de instrução. Isto implica que o processo
deve ser iminentemente conduzido pelo Docente. O Aprendiz deve aproveitar a
oportunidade e também utilizar seu Instrutor para aumentar suas
chances de empregabilidade (e.g. obtendo cartas de recomendação).
-
Além de orientações gerais, o Instrutor
deve evitar: (a) evasão, (b) baixa retenção dos conteúdos e (c) falta de
motivação.
[Voltar para o topo desta página]
|
| |
Extensão: Voluntários de Extensão Universitária
-
O terceiro pilar da Universidade moderna é a Extensão. Ela é a ação da
academia que diretamente transfere/contribui seus saberes para a
Sociedade.
-
Em se considerando o abismo educacional (dentre outros) que encontramos
hoje entre pobre e ricos, é na extensão Universitária que pode residir o
fator de aceleração das necessárias mudanças sociais que precisamos para
tornar o nosso pais menos injusto.
A postura do Voluntário envolvido nesta atividade deve altruista e
entusiástica,
devendo ele estar consciente da (também) da grande importância dos
resultados germinativos que dela virão
-
Os
Docentes que estiverem liderando a atividade devem: (a)
conscientizar os envolvidos da importância e sutilezas de apresentar
pessoas não universitárias ao conhecimento formal, (b) buscar
instanciar o conhecimento em aplicações concretas para os usuários da
atividade e (c) incentivar nos voluntários o zelo pelos menos
favorecidos e consequentemente, o constante exercício da
responsabilidade social.
[Voltar para o topo desta página]
|
| |
Extensão:
Empreendedorismo Social
-
Empreendedorismo Social, quando praticado por
universitários, formalmente é uma ação de extensão. A diferença
fundamental está no objetivo final da ação: tornar os "recipientes" em
perpetuadores da ação. Nesta ótica, empreendedorismo social catapulta
ações de assistencialismo para o patamar de medidas que estruturam um
indivíduo ou grupo social.
-
Docentes e Discentes envolvidos neste tipo de
atividade devem buscar sempre alternativas que se perpetuem de forma a
que, se porventura, a ajuda não cessar, mesmo assim as ações não serão
interrompidas. O foco, portanto não deve ser tanto no benefício
imediato do público usuário, mas em sua capacidade de administrar suas
próprias carências. Não é difícil inferrir que implantar com sucesso
empreendimentos sociais via extensão é o monte Everest dentre todas as
componentes desta classe de ações universitárias.
[Voltar para o topo desta página]
|
|