Relatório-Diagnóstico
sobre
Pós-Graduação e
Pesquisa da UPE
EXTRATO
PARA CONSULTA DO PÚBLICO INTERNO DA UPE E NÃO PARA DIVULGAÇÃO EXTERNA
(Incluindo Propostas para Atrair
e Fixar Pesquisadores, e Sugestões para Implantação do PCCV - Docentes)
Recife-PE, julho de 2010
Este relatório produzido pela
Câmara de Pós-Graduação Estendida da UPE visa subsidiar decisões
tático-estratégicas da Universidade de Pernambuco, relativas à consolidação da
sua pós-graduação stricto sensu (PG)
e pesquisa científica. Além da importância de que esse assunto naturalmente se
reveste, fatores contextuais demandam ações urgentes no sentido de reverter
perdas continuadas de docentes e pesquisadores que estão se transferindo para
outras instituições.
Neste
documento estão incluídos reflexões, diagnósticos, argumentos e várias
proposições. Esses que perpassam desde aspectos abstratos como a macro-visão e
estruturação do viés Pesquisa na UPE até aspectos pragmáticos tais como
critérios de promoção para os cargos da carreira de docentes da UPE e
avaliações que reconheçam o mérito na carreira de docentes (ambos visando
compor o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos Docentes – PCCV).
Destacam-se as sugestões de critérios de ascensão para o cargo de Professor
Associado bem como as propostas de mecanismos de atração e fixação de
docentes-pesquisadores; o trabalho foi iniciado com um diagnóstico completo dos
Programas stricto sensu da UPE. Este
relatório reitera a necessidade de mudanças na forma como a instituição ora
encara e administra a sua pós-graduação stricto
sensu, bem como enfatiza os motivos da urgência para implantação dessas
mudanças (i.e. mecanismos e ações).
É
importante frisar que não haverá pós-graduação excelente sem uma universidade
relevante para seu povo, mas também não haverá universidade alguma sem que haja
apoio para a consolidação de sua pós-graduação. Assim, docentes competentes,
motivados e produtivos cientificamente se tornam o ponto crucial a ser
estimulado com firmeza e presteza. Isso, justamente, no maior e melhor momento
político-econômico que a UPE jamais vivenciou. Pensamos que os esforços para as
mudanças ora propostas serão seminais no sentido de construir a universidade
que o povo e o estado de Pernambuco almejam: uma universidade que produza
pessoas e conhecimentos socialmente referenciados e também tecnologicamente
relevantes. Acima de tudo, uma UPE repleta de valores cidadãos que, de forma
inovadora, compõe os vieses da verdadeira academia ao manter inseparáveis:
Pesquisa, Ensino e Extensão.
Os membros da Comissão Estendida
de Pós-Graduação e Pesquisa da UPE, composta de Docentes das mais distintas
áreas de conhecimento de nossa universidade, prepararam este laborioso
relatório, primeiro em cumprimento a uma determinação administrativa, mas
sobretudo com o propósito dele se tornar instrumental para a construção de uma
universidade mais justa, além de cientifica e socialmente mais relevante. Em
suma, uma universidade na qual o reconhecimento do trabalho universitário
efetivo, para a sua sociedade, seja um constante estímulo ao crescimento
institucional, de fato, sustentável.
Por
fim, os autores se comprometem com a comunidade acadêmica da UPE no sentido de
que (i) todo o conteúdo aqui incluído se constitui do melhor de suas reflexões
e saberes conjuntos e de que (ii) essas reflexões visam tão somente o bem comum
da instituição (acima dos ganhos individuais).
Constituição
da Câmara de Pós-Graduação e Pesquisa Estendida da UPE
|
Nome |
Função de origem |
Mat. |
|
Profa. Dra
Viviane Colares S. de Amorim |
-Pró-Reitor
PG e Pesquisa -Presidente
Câmara de PG -Coord.
Mest. Hebiatria |
6760-1 |
|
Prof.
Belmiro C. do Egito Vasconcelos |
-Programa
Dout./ Mest. Odontologia -Pesquisador
do CNPq |
5585-9 |
|
Profa. Dra.
Aronita Rosenblatt |
-Programa
Dout./Mest. Odontologia -Pesquisador
do CNPq |
3868-7 |
|
Prof. Dr.
Emanuel Sávio de Souza Andrade |
-Coord.
Dout./ Mest. Odontologia -Membro da
Câmara de PG |
6966-3 |
|
Profa. Dra.
Eliane Helena Alvim de Souza |
-Coord.
Mest. Perícias Forenses |
5607-3 |
|
Profa. Dra.
Ma do Socorro de M. Cavalcanti |
-Coord.
Mest. Ciências da Saúde |
6420-3 |
|
Prof. Dr.
Rivaldo Mendes Albuquerque |
-Programa
Mest. Ciências da Saúde -Membro da
Câmara de PG |
6622-2 |
|
Prof. Dr.
Mauro Virgílio Gomes de Barros |
-Programa
Mest. Educação Física -Membro
Câmara de PG |
7672-5 |
|
Prof. Dr.
Wagner Luis do Prado |
-Coord.
Mest. Educação Física |
11194-5 |
|
Profa. Dra.
Fátima Maria da Silva Abrão |
-Coord.
Mest. Enfermagem |
5533-6 |
|
Profa. Dra.
Maria Tereza Cartaxo Muniz |
-Coord. Mest.
Biologia Celular e Molecular Aplicada |
5651-0 |
|
Prof. Luis
Oscar Cardoso Ferreira |
-Coord.
Mest. Vigilância em Saúde |
3649-8 |
|
Prof. Ivo
Vasconcelos Pedrosa |
-Vice-presidente
da Câmara de PG -Coord.
Mest. Gestão Desenv. Local Sustentável |
6010-0 |
|
Prof. Dr. Fernando Buarque de Lima Neto |
-Coord.
Geral Pós-Graduação -Coord.
Mest. Eng. de Computação -Pesquisador
do CNPq |
8620-7 |
|
Prof. Dr.
Carmelo José A. Bastos Filho |
-Coord.
Mest. Eng. de Sistemas -Pesquisador
do CNPq |
9236-3 |
|
Profa. Dra. Emília R. Kolman Rabbani |
-Coord.
Mest. Eng. Civil |
9226-6 |
|
Prof. Dr. Luis Arturo Gómez Malagón |
-Coord.
Mest. Tec. Energia |
11211-9 |
|
Prof. Dr. Alexandre Duarte Gusmão |
-Membro da
Câmara de PG -Programa Mest. Eng. Civil |
5524-7 |
|
Prof . Dra. Rosa Amália Fireman Dutra |
-Ponto focal
UPE - Dout. Renorbio -Programa.
Mest. Biologia Celular e Molecular Aplicada |
6180-8 |
|
Profa. Dra
Clara Maria S. Monteiro de Freitas |
-Representante
da Área de Humanidades -Membro
Mest. Educação Física |
6908-6 |
Iniciamos este relatório circunstanciando a realidade
atual da UPE, com especial olhar para sua Pós-graduação e Pesquisa. Neste
capítulo de abertura estão incluídos, formalmente, a finalidade, os objetivos e
os resultados esperados deste relatório, um diagnóstico resumido da
Pós-Graduação e Pesquisa da UPE e uma sugestão de leitura e utilização deste
documento.
Este documento visa relatar as respostas e propostas
produzidas pela Câmara Estendida de Pós-Graduação e Pesquisa da UPE, em julho
de 2010, referentes às demandas constantes na Portaria No. 0592/2010 de 15 de
Junho de 2010, do Reitor da Universidade de Pernambuco, vide Anexo 3.
Os objetivos deste relatório, conforme comandado pela
portaria acima referenciada, foram:
Este relatório-propositivo não visa estabelecer rumos
estratégicos para a UPE na sua totalidade, isto é não objetiva estabelecer
critérios de avaliação específicos para as dimensões de Ensino e Extensão. No
entanto, acreditamos que o foco de crescimento acadêmico que se objetiva
atender, inevitavelmente, alavancará as demais dimensões citadas.
Que possamos ter na UPE mais clareza na avaliação do
trabalho universitário efetivo (em qualquer dimensão, mas necessariamente de
Pesquisa) e assim:
O presente relatório foi elaborado de forma
colaborativa em uma série de reuniões presenciais da Câmara Estendida de
Pós-Graduação e Pesquisa da UPE ao longo dos meses de junho e julho de 2010.
Nessas reuniões, cada um dos objetivos propostos foi discutido e desenvolvido
pelos membros da Câmara.
É
digno de nota que este relatório foi subsidiado, e efetivamente iniciado, ao se
analisar o diagnóstico produzido, de forma descentralizada, pelos Coordenadores
dos Programas stricto sensu da UPE.
Esse trabalho, que havia sido encomendado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e
Pesquisa (PROPEGE) – vide Anexo 1, não só
balizou o início deste relatório como serviu para galvanizar muito do que se
produziu coletivamente e aqui está incluído.
Em
seguida foi procedida uma revisão de procedimentos e da legislação atinentes
aos assuntos deste relatório praticados em outras instituições, a saber: (i)
cargos e carreira do sistema federal de educação superior [1] e (ii) cargos
e carreira de instituições estaduais como a UPE, a saber: USP [2], UNICAMP [3][4][5] e UEPB [6]. O trabalho
ainda considerou os diplomas legais, marcos regulatórios, Constituições do
Brasil [7] e de
Pernambuco [8], Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional [9], Estatuto [10] e Regimento
Geral [11] da UPE, o
Programa de Fortalecimento Acadêmico 2010 da UPE [12] e Documentos de
Área da CAPES [14].
Instrumentais foram textos que criticam modelos conservadores de avaliação e
que encorajam uma visão mais moderna de reconhecimento de mérito e estruturação
de universidades [15] e [16].
Ao
final de cada reunião de trabalho, houve uma distribuição do material discutido
para revisões e novas sugestões; tudo validado nas reuniões seguintes. Por fim,
houve uma sistematização e reunião de validação do texto final. E para validar
a legitimidade e aderência do trabalho produzido, achou-se por bem circular o
texto aprontado por entre as diversas unidades da UPE, através dos
Coordenadores Setoriais de Pós-Graduação e Pesquisa e Coordenadores de
Programas stricto sensu da UPE. De
forma voluntária, Docentes das mais diversas Áreas de Conhecimento e Unidades
prestaram seu apoio às propostas do trabalho.
Após uma introdução com os obrigatórios: finalidade,
objetivos e resultados esperados, o Capítulo 1 circunstancia o trabalho
realizado declinando a metodologia utilizada e apresentando um diagnóstico da
Pós-Graduação e Pesquisa da UPE. Então, destacam-se os principais problemas
identificados suas causas possíveis e um importante resumo das propostas
incluídas neste relatório.
Em
seu corpo, este relatório encerra três capítulos devotados aos temas:
Professor Associado, Plano de Cargos (aspectos de
promoções) e Mecanismos de Estímulos para Atrair e Fixar Pesquisadores,
respectivamente os capítulos 2, 3 e 4. Cada um desses capítulos é encerrado com
um conjunto de sugestões concretas para a operacionalização das propostas.
Deve-se
notar no Capítulo 2, a descrição do perfil para o novo cargo de Professor
Associado, com a indicação de suas atribuições, integração na estrutura
orgânica da UPE, e finalmente, a proposição de critérios objetivos para
ascensão ao referido cargo .
No
Capítulo 3, especial atenção foi envidada para apresentar um mecanismo de
promoção que, equilibradamente, contemple mecanismos de promoção seja por tempo
de serviço ou por mérito acadêmico (resultante de trabalho nas dimensões
Ensino-Pesquisa-Extensão e Gestão). Como importante contribuição pragmática
deste capítulo está a proposição de critérios objetivos para o processo
avaliativo (na dimensão, Pesquisa).
No
Capítulo 4, de forma inovadora e observando as restrições atuais da UPE, estão
propostos mecanismos de estímulo e atingimento dos objetivos propostos para o
trabalho, a saber: políticas institucionais para o fortalecimento
acadêmico,mecanismos específico de estímulo à Pós-Graduação e Pesquisa, e ações
práticas de estímulo à Pós-Graduação e Pesquisa da UPE. A diferenciação de
mecanismos e ações é eminentemente de ordem orçamentária apenas.
O trabalho
é finalizado com uma revisão geral das propostas, uma breve discussão sobre os
temas abordados e uma indicação dos atores que podem contribuir com a
operacionalização e implantação das medidas propostas.
Nos
anexos está o detalhamento, Geral e Setorizado, dos diagnósticos dos Programas
de Pós-Graduação stricto sensu da UPE
– preparados pelos respectivos coordenadores e uma lista de Docentes que
ofereceram seus apoios formais ao conjunto das propostas aqui incluídas.
O diagnóstico da Pós-Graduação e Pesquisa da UPE, aqui
inserido, refere-se ao levantamento tipo ‘SWOT’ (acrônimo do inglês para:
pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças), e foi compilado baseado
nos diagnósticos produzidos por cada coordenador de Programa, que realizou o
processo separadamente, vide Anexo 1. É quase
unânime o que reportamos abaixo como problemas a serem resolvidos, quiçá com a
adoção das propostas deste relatório.
·
Perda sistemática e acentuada de bons pesquisadores e
professores colocando em risco a continuidade dos Programas stricto sensu da UPE;
·
Deficiência crônica de Pesquisadores com alta produção
científica na maioria dos Programas stricto
sensu da UPE; e,
·
Infraestrutura de pesquisa (incluindo aportes de
financiamento) incipiente ou aquém das necessidades dos Programas. Na maioria
dos casos, a queixa é por falta de área física e/ou de equipamentos.
· A ausência de um plano de
cargos, carreira e vencimentos atraente contribui para a evasão de
pesquisadores cientificamente produtivos, principalmente os mais novos. Tal
fato é extremamente prejudicial aos jovens Programas de Pós-Graduação da UPE (a
maioria deles); e,
· Significativa falta de estímulo à pesquisa e Pós-Graduação na UPE, mesmo
com iniciativas louváveis de fomento interno a atividades acadêmicas,
especificamente o Programa de Fortalecimento Acadêmico da UPE (PFA) [12].
TOMO – I
PCCV Docentes
(Professor Associado)
Este capítulo
aborda princípios de organização acadêmica e sugestões atinentes ao novo cargo
da carreira docente da UPE, Professor Associado. Aqui estão incluídas propostas
de: (i) perfil de docentes para ocupar esse cargo, (ii) definição de
atribuições para o cargo, (iii) visões de utilização do professor associado na
estrutura de Pós-Graduação e Pesquisa da UPE e, finalmente, (iv) critérios
objetivos de ascensão a professores ao novo cargo de associado.
A academia moderna se fundamenta em conceitos basilares tais como:
independência de pensamento de seus docentes, articulação das funções
formativas de pessoas, produção de conhecimento através de Pesquisa científica,
assistência direta às demandas da sociedade por meio de ações de Ensino e
Extensão, e a indissociável melhoria da qualidade de vida das pessoas por
processos induzidos de educação sistemática de alta qualidade. A Universidade é um ator fundamental
nesse processo de desenvolvimento social e Docentes de elevada expressão
acadêmica devem conduzir este desafio. Como componentes fundamentais da
dinâmica acadêmica, para que esta possa atingir seus objetivos institucionais,
os docentes também devem estar organizados (em classes) a fim de que os
direcionamentos estratégico, tático e operacional das ações universitárias
sejam encaminhados de forma articulada, eficiente e eficaz.
Vislumbra-se um Professor Associado como aquele que já demonstrou
por suas obras acadêmicas e científicas pendores para:
·
Liderar pesquisas científicas com reconhecimento externo;
·
Liderar ações estratégicas de extensão que possuam
reconhecidamente grande impacto social;
·
Liderar grupos de pesquisa reconhecidos pela instituição;
·
Liderar ações acadêmico-científicas de inserção internacional;
·
Liderar laboratórios científicos temáticos;
·
Liderar ações estratégicas de inovação tecnológicas ou
pedagógicas;
·
Orientar trabalhos de pós-graduação stricto sensu em volumes não triviais;
·
Produzir famílias de trabalhos científicos, necessariamente
caracterizadas por originalidade, alto impacto e volume significativo; e,
·
Possuir demonstrada capacidade de captação de recursos em órgãos
de fomento para pesquisa, extensão ou inovação, e que concorram para o
desenvolvimento institucional da UPE.
Espera-se que a implantação do novo cargo de Professor
Associado possa gerar os seguintes impactos imediatos:
·
Diminua o êxodo de docentes, reconhecidos
academicamente, para outras instituições;
·
Atraia docentes altamente qualificados para se fixar
na UPE, dada a existência então de uma carreira acadêmica que privilegie o
mérito;
·
Funcione como indutor para que os docentes da UPE se
titulem como doutores e aumentem sua produtividade acadêmica;
·
Qualifique o conhecimento gerado nos programas da UPE
para nível internacional aumentando a competitividade da instituição, inclusive
estimulando a UPE para ser nascedouro de patentes através da inovação
tecnológica. O que vai também trazer novos tipos e volumes de recursos;
·
Organizar efetivamente os grupos de pesquisa da UPE;
e,
·
Melhorar a baixa relação entre professores e
pesquisadores (PQ-CNPq).
Esta Câmara
Estendida de Pós-Graduação e Pesquisa entende que o Professor Associado deve
ser utilizado na UPE como um líder estruturador de ações tático-estratégicas,
apoiando a instituição na execução de suas atividades fim. As Figuras 1 e 2
ilustram sua utilização na dimensão pesquisa.
Na Figura 1 devem ser observados:
(i) os eixos com as três Ensino-Pesquisa-Extensão, (ii) a hierarquia natural
das ações de Pesquisa - que se interligam com as outras duas dimensões, e (iii)
os agrupamentos – Grupos de pesquisa e Áreas de Pesquisa. É importante notar
que para haver uma produção sistemática e sustentável de saberes em uma
universidade, Docentes devem possuir projetos de pesquisa, estes estarem
inseridos em linhas de pesquisas que por sua vez compõem Grupos e Áreas de
pesquisa.
As legendas da Figura 1 sugerem como
o Professor Associado pode, juntamente com Professores Titulares, liderar Áreas
de Pesquisa, mas desejavelmente, Grupos de Pesquisa; o que pode perpassar
Cursos e Níveis.
Finalmente reiteramos que essa
hierarquia proposta, não visa criar uma amarra no pensar ou produzir
conhecimento, pelo contrário, ela visa incentivar o trabalho coletivo coerente,
organizado e sinergético. Nesse ambiente acadêmico saudável, Professores
identificarão suas linhas de suas pesquisas e Alunos de diversos níveis poderão
se integrar para rapidamente passar a produzir conhecimento, tudo compondo
mestrados e doutorados (ver Figura 2).
Mestrado-Y
Graduação-Z Mestrado-X Graduação-X Pesquisa Extensão Ensino 1 2 3 4 LEGENDA DE CARGOS: Titular Associado Adjunto Assistente Áreas .
. Projetos .. Projetos Grupos LEGENDA DE NÍVEIS EM PESQUISA: 1) Líder de Área de Pesquisa 2) Líder de Grupo de Pesquisa 3) Líder de Linha ou Projeto de Pesquisa 4) Auxiliar de Linha ou Projeto de Pesquisa . . . . . Projetos . . . . Projetos Grupos - - - Linhas - - - - Linhas - - Linhas - - Linhas LEGENDA DE NÍVEIS EM
PESQUISA: 1) Líder de Área de
Pesquisa 2) Líder de Grupo de
Pesquisa 3) Líder de Linha(s) ou
Projeto(s) de Pesquisa 4) Assistente de Linha
ou Projeto de Pesquisa
Figura.1 Cargos da Carreira Docente e Relações com
Níveis e Atividades de Pesquisa.
Grupos Pesquisa Mestrado Doutorado Linha de
Pesquisa Tema de Pesquisa Tema de Pesquisa Linha de
Pesquisa Tema de Pesquisa Tema de Pesquisa Área de Concentração-3 PROGRAMA DE MESTRADO Linha de
Pesquisa Tema de Pesquisa Tema de Pesquisa Área de Concentração-2 PROGRAMA CONJUNTO DOUTORADO E MESTRADO Linha de
Pesquisa Tema de Pesquisa Tema de Pesquisa Linha de
Pesquisa Tema de Pesquisa Tema de Pesquisa Área de Concentração-1
Qualquer
candidato a ascensão para o cargo de professor associado do PCCV de docentes da
UPE deverá atender obrigatoriamente às três condições abaixo:
Condição 1 - O
docente deve estar participando do colegiado de alguma das graduações da
Universidade de Pernambuco, de modo contínuo, efetivo (e.g. ministrando aulas
e/ou orientando Alunos) pelo menos nos últimos três anos;
Condição 2 - O
docente deve estar participando do corpo permanente de algum dos programas de
pós-graduação stricto sensu da
Universidade de Pernambuco, de modo contínuo, pelo menos nos últimos três anos;
Condição 3 - O docente deverá atender ao menos a três dos
cinco critérios abaixo:
a) Ter publicado 3 (três) artigos
científicos completos em periódicos
científicos indexados, sendo ao menos que um deles seja
classificado nos extratos superiores da classificação CAPES (e.g. atualmente Qualis A1, A2, B1 ou B2)
ou produção equivalente segundo os critérios CAPES da área de conhecimento do
candidato, no respectivo triênio. Neste caso, só serão contabilizados artigos
cuja filiação do docente seja única e exclusivamente registrada como Universidade
de Pernambuco;
b) Ter concluído, nos últimos 3
(três) anos, a orientação de ao menos 3 (três) alunos de pós-graduação stricto sensu em Programas de
Pós-graduação stricto
sensu da UPE. Não serão contabilizadas orientações em outras universidades e
co-orientações de qualquer
instituição;
c) Ter concluído, nos últimos 3
(três) anos, a coordenação de projeto financiado em chamada pública por
empresas ou órgãos de fomento, tais como FINEP, CNPq, CAPES, FACEPE, ou ainda
Agências Reguladoras, Ministérios, Secretarias e Fundos Setoriais. Entende-se
por projeto financiado (inclusive internacionais), neste caso, o projeto que
inclua aquisição de bens ou infra-estrutura para aplicação na Universidade de
Pernambuco. Bolsas para alunos não serão consideradas para esta alínea;
d) Ser bolsista produtividade do
Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico (CNPq) ou bolsista
de Desenvolvimento
Tecnológico (CNPq);
e) Ter atuado, por no mínimo 2 (dois) anos, nos últimos 3 (três) anos como coordenador ou vice-coordenador de programa de pós-graduação stricto sensu da UPE, coordenador ou vice-coordenador de curso de graduação da UPE, coordenador setorial de unidade da UPE, diretor ou vice-diretor de unidade da UPE, coordenador em pró-reitorias da UPE, pró-reitor da UPE, vice-reitor da UPE ou reitor da UPE, membros eleitos dos conselhos CEPE e CONSUN; bem como cargos que representem a UPE na CAPES, CNPq, FACEPE, FINEP e outras agências técnico-científicas governamentais.
TOMO – II
PCCV Docentes (Plano de Cargos)
Este capítulo
aborda princípios de organização acadêmica e sugestões visando a efetiva
implantação do Plano de Cargos Carreira e Vencimentos da carreira docente da UPE.
Aqui estão incluídas propostas de: (i) visão geral dos mecanismos de promoção,
(ii) promoção automática Por Tempo de
Serviço, (iii) promoção Por
Desempenho e, finalmente, (iv) critérios objetivos para o processo
avaliativo da Dimensão – Pesquisa. Por brevidade, assumimos que a tabela de
vencimentos para docentes, e sua organização em faixas, níveis e cargos será a
base desta proposta.
A Câmara Estendida de Pós-Graduação e Pesquisa da UPE
entende que a carreira de docentes da UPE em seus vários cargos (i.e. Professores Auxiliar, Assistente,
Adjunto e Associado), conforme a atual tabela de vencimentos e cargos
estabelecidos pela Lei Complementar do Estado de Pernambuco [13] já possui
explicitamente os critérios de ingresso (i.e.
promoção vertical) que são associados à titulação do docente. Já os cargos
de Professor Titular e Professor Associado são de provimentos regulados por de
forma específica, devido às suas especificidades e, portanto, não se aplicam à
proposta abaixo.
Entretanto,
as carreiras todas, dadas às suas divisões de faixas (i.e. I, II, III e IV) e letras (i.e.
de ‘a’ até ‘g’) precisam de regulamentação quanto à promoção horizontal. Neste
documento, são propostos dois tipos de mecanismos de promoção horizontal, a
saber:
a)
Promoção Automática (i.e. por tempo de serviço); e,
b)
Promoção Por Desempenho (i.e. por
reconhecimento de mérito de trabalhos acadêmicos excepcionais);
O
restante desta sub-seção apresenta a visão geral para esses mecanismos de
promoção (horizontal.
·
A promoção Automática
deve acontecer sem solicitação do interessado, desde que não haja punições, faltas
não justificadas ou afastamentos sem vencimentos no período aquisitivo de um
ano de efetivo serviço conforme o calendário avaliativo proposto adiante. Neste
caso, haverá promoção de UMA LETRA POR
ANO da carreira docente conforme a Lei complementar acima mencionada;
·
A promoção Por
Desempenho deve acontecer mediante solicitação do interessado para a
Comissão de Avaliação da UPE, baseada no mérito de cada uma das três dimensões
avaliativas, e conforme julgamento técnico específico;
·
A promoção horizontal, em seus dois tipos, obedecerá à
dinâmica aqui prevista e será avaliada anualmente conforme calendário
específico. Ela contemplará tempo de serviço e mérito, este avaliado em três
dimensões, a saber: Ensino, Pesquisa e Extensão. Sendo que aspectos de gestão
serão considerados dentro de cada uma dessas dimensões;
·
O julgamento técnico específico deverá ser realizado
de forma descentralizada utilizando as três câmaras acadêmicas da UPE, a saber:
Câmara de Pós-Graduação e Pesquisa, Câmara de Graduação e Câmara de Extensão e
Cultura. Cada uma dessas câmaras avaliando sua dimensão avaliativa de
responsabilidade;
·
Respeitando-se: (i) as especificidades e critérios das
três dimensões avaliativas, (ii) as quotas anuais previstas de concessão para
promoção, e (iii) examinados os pleitos dos postulantes, a comissão avaliadora
indicará anualmente a relação ordenada de pleiteantes com mérito reconhecido
para promoção horizontal que representará uma letra, sem prejuízo da promoção
automática por tempo de serviço por ano – se esta for devida;
·
As quotas e critérios de promoção por cada dimensão
avaliativa serão aprovados pelo CEPE anualmente, até um mês antes do início do
período avaliativo;
·
O calendário e formulários serão aprovados pelo CEPE
anualmente;
·
A divulgação dos promovidos será anunciada no
aniversário da UPE e o efeito financeiro acontecerá nos vencimentos de julho de
cada ano.
A Câmara Estendida de Pós-Graduação e Pesquisa da UPE
propõe que:
·
Os critérios gerais de promoção por Desempenho relativos às três dimensões norteadoras: Ensino,
Pesquisa e Extensão, devem possuir pesos
de 40%, 40% e 20% do total, respectivamente a cada dimensão;
·
Cada uma das dimensões avaliativas subdividir-se-á em
sub-critérios com detalhamentos em baremas específicos;
·
Em Ensino os pesos propostos para os sub-critérios
são: Graduação (40% desta dimensão), Pós-graduação stricto sensu (40% desta dimensão) e Captação de recursos externos
(inclusive por meio da Coordenação de Cursos lato sensu) e participação em gestão (20% desta dimensão);
·
Em Pesquisa os pesos propostos para os sub-critérios
são: Produção intelectual (50% desta dimensão), Captação de recursos externos e
participação em gestão (25% desta dimensão) e Orientações concluídas, com ou
sem bolsa, mas decorrentes de julgamento por meio de editais (25% desta
dimensão);
· Em Extensão os pesos propostos para os subcritérios são: Projetos de alta relevância para a sociedade pernambucana (50% desta dimensão), Captação de recursos externos e participação em gestão (40 % desta dimensão) e Orientações concluídas com bolsa obtida a partir de edital público (10% desta dimensão).
A Câmara Estendida de Pós-Graduação e Pesquisa da UPE,
por entender que as outras Câmaras temáticas da UPE devem se manifestar sobre
os critérios específicos, a saber, em Ensino e Extensão, vai se limitar a
propor critérios para a dimensão Pesquisa (ver Figura 3). As Figuras 4 e 5 são
propostas de dinâmica temporal para as duas promoções propostas, Por Tempo de Serviço e Por Desempenho,
respectivamente.
Avaliação
Anual de Docentes (Mérito) Dimensão Ensino Dimensão
Pesquisa Dimensão
Extensão
Outrossim, é muito importante que se
registre que a proposta avaliativa de mérito deve
integrar as três dimensões avaliativas, conforme proposto nas proporções
sugeridas na seção anterior.
Em
termos objetivos, a Câmara Estendida de Pós-Graduação e Pesquisa da UPE propõe
que a avaliação para promoção por Desempenho
em Pesquisa (NotaPesquisa)
seja calculada conforme Equação (1). Este que é um dos três aspectos a serem
avaliados, juntamente com Desempenho em
Ensino e Desempenho em Extensão.
NotaPesquisa = (NotaA + NotaB + NotaC)/10 (1)
Onde as NotaA,
NotaB e NotaC são
calculadas de acordo com as Tabelas 1, 2 e 3, referentes às subdimensões: Produção
intelectual, Captação de recursos externos e gestão, e Orientações,
respectivamente.
Obviamente
somente serão computados os diversos itens de avaliação das três Tabelas se
forem devidamente comprovados.
Tabela 1 -
Itens pontuáveis em Produção Intelectual – Cálculo de NotaA
|
1. Produção intelectual (50% do peso total do item
PG e Pesquisa) |
Pontos por
item |
|
1.1.
Publicação de artigo completo em periódico (Classificação A1 ou A2 pela
CAPES)* |
10 |
|
1.2.
Publicação de artigo completo em periódico (Classificação B1 ou B2 ou B3 pela
CAPES)* |
5 |
|
1.3.
Publicação de artigo completo em periódico (indexado com Classificação abaixo
de B3 pela CAPES)* |
3 |
|
1.4.
Publicação de artigo completo em anais de evento internacional* |
3 |
|
1.5.
Publicação de artigo completo em anais de evento nacional* |
2 |
|
1.6.
Publicação de resumo em anais de evento internacional* |
2 |
|
1.7.
Publicação de resumo em anais de evento nacional* |
1 |
|
1.8.
Publicação de livro registrado com ISBN* |
5 |
|
1.9.
Publicação de capítulo de livro registrado com ISBN* |
3 |
|
1.10.
Participação como editor de periódicos científicos indexados |
5 |
|
1.11.
Participação como revisor de periódicos científicos indexados |
1 |
|
1.12. Participação
em bancas de avaliação de defesa de doutorado |
2 |
|
1.13.
Participação em bancas de avaliação de defesa de mestrado |
1 |
|
1.14.
Participação em avaliação de Trabalhos de Pesquisa (Órgãos de fomento ou UPE) |
1 |
|
1.15.
Patente registrada no INPI |
5 |
|
Máximo de pontos no item produção intelectual |
50 |
* Só serão
considerados as publicações no ano base (i.e. anterior) cuja filiação do
docente na publicação seja única e exclusivamente a UPE.
Tabela 2 -
Itens pontuáveis em Captação de Recursos – Cálculo de NotaB
|
2. Captação
de recursos externos e gestão (25% do peso total do PG e Pesquisa) – Itens
para Cálculo de B |
Pontos por
item |
|
2.1.
Coordenação em projeto aprovado no ano base ou em vigor para captação de
recursos em órgão de fomento ou agências reguladoras para melhoria de
infraestrutura da UPE (e.g. Editais da
FINEP, FACEPE, CNPq, CAPES, Ministérios, Secretarias e outros órgãos de
fomento) |
10 |
|
2.2. Participação em projeto aprovado no ano base ou
em vigor para captação de recursos em órgão de fomento ou agências
reguladoras para melhoria de infraestrutura da UPE (e.g. Editais da FINEP, FACEPE, CNPq, CAPES, Ministérios, Secretarias
e outros órgãos de fomento) |
5 |
|
2.3.
Coordenação de projeto de pesquisa individual com financiamento externo com
bônus para UPE concluído dentro do ano base com financiamento externo obtido
por chamada pública |
5 |
|
2.4.
Participação em projeto de pesquisa individual com financiamento externo com
bônus para UPE concluído dentro do ano base com financiamento externo obtido
por chamada pública |
2 |
|
2.5. Cargo
oficial que envolva gerência e pareceres técnicos em pesquisa da UPE |
10 |
|
Máximo de pontos no item Captação de recursos
externos e gestão |
25 |
Tabela 3 -
Itens pontuáveis em Orientações Concluídas (ano anterior) – Cálculo de NotaC
|
3. Orientações (25% do peso total do item PG e
Pesquisa) |
Pontos por
orientação |
|
3.1. Supervisão
concluída de bolsista Pós-Doc na UPE |
10 |
|
3.2.
Orientação concluída de aluno de doutorado na UPE |
10 |
|
3.3.
Co-orientação concluída de aluno de doutorado na UPE |
4 |
|
3.4.
Orientação concluída de aluno de mestrado na UPE |
5 |
|
3.5. Co-orientação
concluída de aluno de mestrado na UPE |
2 |
|
3.6.
Orientação concluída de aluno de especialização (ou fixação de técnico) na
UPE |
2 |
|
3.7.
Orientação concluída de aluno de iniciação científica em programa oficial
PIBIC (e.g. PIBIC UPE CNPq, PIBIC
UPE, PIBIC FACEPE e Programas de iniciação científica formais das unidades)** |
2 |
|
Máximo de pontos no item Orientações concluídas |
25 |
**
Co-orientação de alunos de iniciação científica não serão computadas, uma vez que
os próprios órgãos reguladores de pesquisa do país não reconhecem esta função.
Julgamento
(e período de recurso) dos Docentes (Comissão
de avaliação) Avaliação
de aspectos administrativos com vistas a promoção (RH) Anúncio de todos os docentes promovidos
por tempo (RH)
Figura 4. Fluxo Anual de Ações (e atores) para
Promoção Horizontal Automática por Tempo de Serviço
Edital anual para promoção de docentes - mérito (GAB) Inscrições para promoção anual por
mérito (Candidatos) Anúncio de todos os docentes promovidos
por mérito (RH) Julgamento
(e período de recurso) dos candidatos (Comissão
de avaliação) Avaliação
de aspectos técnico- acadêmicos (Câmaras Acadêmicas) Revisão
anual dos critérios de
promoção por mérito (CEPE)
TOMO – III
(Outros) Mecanismos de Estímulo à PG
Este capítulo
propõe de forma sucinta e objetiva: (i) políticas institucionais, (ii)
mecanismos administrativos e (iii) ações pragmáticas que visem, todos
juntamente com a implementação do PCCV dos Docentes da UPE, no sentido de
estimular a atração e fixação de pesquisadores e professores cientificamente
produtivos na UPE.
Política-1: “Valorizar o
mérito do trabalho indistintamente de dimensão (Ensino-Pesquisa-Extensão)”.
Política-2: “Valorizar a
pesquisa científica como forma de atender a sociedade, auxiliar na formação dos
discentes e também como forma efetiva de financiar a instituição”.
Política-3: “Estimular a mobilidade de Docentes e
Discentes”.
Política-4: “Encorajar fortemente a inovação tecnologia”.
Recomenda-se que a UPE deve envidar esforços para
atrair e fixar docentes vinculados à PG e Pesquisa, através da criação dos três
mecanismos afirmativos de apoio que seguem:
-Visão
geral: apoiar por tempo limitado alguns pesquisadores da UPE que ainda não
foram contemplados como bolsistas de produtividade do CNPq;
-Rationale:
fazer com que os pesquisadores que receberem o fomento possam ascender para
bolsistas do CNPq mais rapidamente;
-Exemplificação:
renovável anualmente em processo seletivo julgado pela Câmara de PG e Pesquisa
da UPE e com valores similares a bolsa PQ-2.
-Visão
geral: apoiar por tempo limitado alguns novos pesquisadores da UPE no seu
processo de chegada;
-Rationale:
fazer com que a adaptação seja rápida e que o pesquisador possa retomar a
produção científica mais rapidamente.
-Exemplificação:
um computador e um bolsista PIBIC.
-Visão
geral: apoiar pesquisadores da pós-graduação stricto sensu que conduzam seus orientandos com sucesso ao término
de seus trabalhos;
-Rationale:
fazer com que os orientadores pesquisadores tenham um diferencial competitivo
em relação a outras IES.
-Exemplificação:
uso somente para fins acadêmicos, e.g. participação
em congressos científicos ou compra de livros, equipamentos e reagentes.
Recomenda-se que a UPE deve envidar esforços para
atrair e fixar docentes vinculados à PG e Pesquisa, através da implementação de
sete ações (i.e. resoluções políticas
executivas) que seguem:
Ação-1: “Implantação do PCCV da UPE”
-Rationale:
implantar os critérios de mérito, em adição à promoção por tempo de serviço, na
remuneração de docentes da UPE.
-Sugestão:
definir até agosto e remeter para o Governo do Estado os critérios solicitados
quando da aprovação da nova tabela salarial de 2010.
Ação-2: “DE como percentual do salário base para
docentes da UPE”
-Rationale:
evitar perdas financeiras continuadas para os docentes optantes e tornar mais
atraente a decisão de permanecer integralmente na UPE.
-Sugestão:
demanda direta ao Governo do Estado.
Ação-3: “Aumentar o
montante de verbas do PFA para ações de PG e Pesquisa”
-Rationale:
estimular a iniciante PG da UPE e estancar a perda de docentes cientificamente
produtivos.
-Sugestão:
analisar os resultados produzidos pelas edições anteriores para definir novos
percentuais e buscar mais aporte de recursos.
Ação-4: “Definir percentual sobre patentes para
autores da UPE”
-Rationale:
encorajar produção interna de patentes pela participação financeira do autor
nos resultados.
-Sugestão:
regular na UPE o que as Leis de Inovação federal e estadual já prevêem.
Ação-5: “Definição de carga horária de máxima em sala
de aula para membros efetivos do stricto
sensu da UPE”
-Rationale:
encorajar participação no stricto sensu
já que esta atividade demanda muito tempo e esforço e não remunera o
pesquisador-professor.
-Sugestão:
regular na UPE a valoração da participação no stricto sensu (produção científica, ensino e orientação).
Ação-6: “Concursos para docentes com perfil de PG”
-Rationale:
incorporar o stricto sensu como
aspecto importante na contratação de novos professores para a UPE.
-Sugestão:
incluir nas comissões de elaboração de baremas dos concursos da UPE, docentes
que sejam do stricto sensu.
Ação-7: “Aumentar a agilidade e efetividade
administrativa em apoio a projetos de pesquisa”
-Rationale:
Evitar que pesquisadores desperdicem seu tempo com questões não-científicas.
-Sugestão:
1) sensibilização e treinamentos devidos para o IAUPE; e,
2) disponibilizar mais prontamente
contra-partidas para editais que as solicitem.
Este capítulo
encerra este relatório, e inclui uma breve revisão, resumo geral, das
principais sugestões, além de oferecer uma pequena discussão acerca dos tópicos
abordados e identificação de atores e prioridades a serem adotadas.
Neste
relatório-diagnóstico, foram analisados de forma detalhada os problemas e
potencialidades da Pós-Graduação da UPE (vide Anexo-1 e Anexo-2). A partir
deste estudo foram identificados problemas graves que precisam de solução
urgente, a saber: (i) evasão de pesquisadores e (ii) falta de estrutura para
pesquisa.
As causas atribuídas aos problemas
mencionados acima são fundamentalmente e respectivamente: a falta de um Plano
de Cargos, Carreiras e Vencimentos estimulante e volumes de investimentos em
infra-estrutura aquém das necessidades da instituição, especialmente no tocante
à Pesquisa.
Como forma de solucionar os
problemas, atuando em suas causas, os
autores propõem segmentar as iniciativas remediadoras em três partes,
justamente os capítulos 2, 3 e 4 (Tomos I, II e III) deste relatório.
De forma sucinta, imagina-se que ao
se efetivamente colocar em prática e tornar acessível o cargo de Professor
Associado (ver Capítulo 2), juntamente com regras que destravem também as
promoções horizontais (ver Capítulo 3) estamos certos que vai haver um maior
poder de barganha institucional para reverter a fuga de cérebros, em franco
crescimento na UPE.
As soluções propostas no Capítulo 4,
além de também atuarem fortemente na redução da evasão de docentes e ampliarem
a atração de novos professores com potencial de pesquisa, são julgadas como
potencialmente efetivas para reduzir os problemas de infra-estrutura. Isso
também porque pesquisadores em maior número podem auxiliar na atração de
recursos aplicáveis em construções, reformas e instalações de laboratórios de
pesquisa.
A Câmara Estendida de Pós-Graduação e Pesquisa da UPE
está ciente de que a UPE é uma instituição com um grande potencial, mas que
possui muitos problemas estruturais, talvez relacionados à sua própria criação
descentralizada.
Não
obstante os muitos sucessos obtidos recentemente, notadamente grandes avanços
administrativos (melhoria na sua auto-gestão), acadêmicos (melhoria na
implementação do projeto político pedagógico) e científico (aumento expressivo
da pós-graduação stricto sensu e
aumento acentuado no volume de trabalhos científicos) a UPE carece de ações que
apontem para um funcionamento mais acadêmico, onde o trabalho efetivo seja
reconhecido dentro e fora da instituição.
[1]
BRASIL, Poder Executivo. LEI Nº 11.784, de 22 de setembro de
2008 (Conversão da MPv nº 431, de 2008).
Dispõe sobre a reestruturação do Plano Geral de Cargos do Poder
Executivo. Publicado no DOU, Brasília, 23 de setembro de 2008.
[2]
PEREIRA,
Carlos de Brito; COELHO, Fernando de Souza. Questões jamais debatidas sobre a carreira
docente na USP. Disponível na Internet em:
http://each.uspnet.usp.br/carlosbp/images/questoes+jamais+debatidas+sobre+a+carreira+docente+na+usp.pdf
[Acessado em 10/7/2010]
[3]
UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas - Administração. Estatuto dos Servidores da Unicamp. Disponível
na Internet em: http://www.sg.unicamp.br/docs/Esunicamp.pdf
[Acessado em
10/7/2010]
[4]
UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas - Imprensa. Reestruturação da Carreira dos Servidores da
Unicamp. Disponível na Internet em: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/divulgacao/15062010/informe_reitoria_15062010.html
[Acessado em
10/7/2010]
[5]
UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas - Administração. Manual de Procedimentos da Carreira de
Pesquisador - Pq. Disponível na Internet em: http://www.cocen.unicamp.br/downloads/Manual%20de%20Procedimentos%20para%20Ingresso%20na%20Carreira%20Pesquisador%20(Pq)%20.pdf
[Acessado em 10/7/2010]
[7]
BRASIL,
Presidência da República – Casa Civil. Constituição
Federal. Disponível na Internet em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm
[Acessado em 10/7/2010].
www.alepe.pe.gov.br/downloads/legislativo/ConstituicaoEstadual.pdf
[Acessado em 10/7/2010].
[9]
BRASIL,
Ministério da Educação. Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional. Disponível na Internet em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf
[Acessado em 10/7/2010].
[10]
UPE,
Universidade de Pernambuco. Estatuto.
Disponível na Internet em:
http://www.upe.br/down/imprensa/estatuto.pdf
[Acessado em 10/7/2010].
[11]
UPE,
Universidade de Pernambuco. Regimento
Geral. Disponível na Internet em: http://www.upe.br/down/imprensa/regimento_geral.pdf
[Acessado em 10/7/2010].
http://www.upe.br/index.php?option=com_content&view=article&id=id[]=961
[Acessado em 10/7/2010].
[14]
CAPES, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior. Documentos de Área. Disponível
na Internet em: http://www.capes.gov.br/
[Acessado em 10/7/2010]
[15]
PEREIRA,
Carlos de Brito; COELHO, Fernando de Souza. Questões jamais debatidas sobre a carreira
docente na USP. Disponível na Internet em:
http://www.adufepe.com.br/adufepe/documentos/lei-11784-08-cms.pdf
[Acessado em 10/7/2010]
[16]
CRÓSTA, Alvaro
P.; MEYER, João F. da Costa Azevedo. Apontando Para o Futuro. Disponível
na Internet em: http://www.dgrh.unicamp.br/noticia.shtml?idNoticia=428
[Acessado
em 10/7/2010]
"A direção em
que a educação inicia um homem, define seu futuro na vida".
A República, Platão, 360 a.C.
"Educação é o que
fica quando se esquece o que foi estudado na escola".
Idéias e Opiniões, Albert Einstein, 1954
Vamos continuar a
construir a UPE, mas sem nunca
esquecer que uma verdadeira
universidade é aquela
que busca a excelência
sendo relevante para seu povo.
[1]
SWOT – Acrônimo, em inglês, para relatório que contém
pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças.